terça-feira, 18 de maio de 2021

Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa.


Pensar nos 40 anos é uma visão futurista.
O futuro chegou e não foi tão legal com meus 40.
Pelas previsões que eu tinha feito aos 37 seria. Apostei alto, mas o mundo apostou mais alto que eu.
Perdi.
Mas pra não enlouquecer totalmente gosto de pensar que a gente ganha até mesmo quando perde. 
Mas hoje por perder no bolso e ganhar na vida fui chamada, publicamente, pelo nosso excelentíssimo presidente de IDIOTA.
Por não querer arriscar a mim, a quem eu amo e até mesmo a vida de pessoas que me pagariam pra morrer, fui chamada de IDIOTA. 
Perdi um sonho que estava realizado, configurado, estruturado. Dois anos de 14, 15, 16 horas diárias de muito trabalho e estou perdendo até hoje por isso. A cada 3 meses é um soco em forma de um processo cansativo que me leva a uma tristeza profunda e uma sensação de impotência indescritível. Uma IDIOTA.
Arrisco todos os dia meu relacionamento por que eu estou impotente, triste, ineficiente. Com uma frequência absurda jogo meu amor próprio no lixo, mas eu sou somente UMA IDIOTA.
Recomecei. Mas pra isso precisaria arriscar mais, mas não faço, deixei de ganhar de novo porque mesmo perdendo hoje eu amo de mais viver. Penso todo dia que se eu pego essa doença e morro meu filho vai ficar perguntando por mim, mas eu sou só uma IDIOTA.
Nunca tive medo de morrer até o dia em que dei a vida a alguém.
Então paro, respiro, choro e suspiro:
CALMA! A gente ganha até mesmo quando perde.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Transição

Transição.
Uma palavra nova para aceitar o natural. Do couro cabeludo ao dedão do pé, da mente ao sentimento, tudo entra em transição para voltar ao que era antes do modelo ideal.
Depois dos 28 anos eu passei por várias delas sem ao menos me dar conta do que estava acontecendo. A gente começa a se livrar de um padrão e depois das coisas que vem com ele.
Primeiro foram os cabelos longos. A primeira vez cortei com medo, mas aí a gente vê que diferente da primeira vez -no sexo- com os cabelos você sente de verdade que mudou algo.
Depois disso descobri que relacionamentos, qualquer que seja, nada mais são que conversa, conversa e mais conversa. Não existe amor que perdure sem diálogo. E que é possível, EXTREMAMENTE POSSÍVEL, ser feliz sozinho. Atentem, eu disse sozinho e não isolado.
Descobri que você pode viver 100 anos com alguém e não saber quem é aquela pessoa, mas que também não precisamos de uma década inteira para se unir a alguém.
Deixe o cabelo crescer de novo. Me libertei do alisamento e dos fios alinhados. Curti ele grandão, armado, enrolado, descabelado, vermelho...
Tive um filho.
Cortei de novo, um pouco mais, um pouco menos e descobri que mesmo assim não precisa estar liso e alinhado.
Entendi, a duras penas e tarde pra caramba, que não consigo brigar com a gravidade e posso usar um top sem alça e blusas de alças finas com os meus peitos onde estão mesmo, longe do fim, mas bem distantes do começo. Se é difícil ser mãe depois de se ter um filho, ser mulher é uma batalha diária com um alto nível de derrota, mas a gente ganha também, nas duas plataformas.
E recentemente resolvi fazer o que tenho tentado desde a gravidez. Deixar de lado uma briga que comprei aos 17 anos: Acabar com os cabelos brancos. Uma batalha que já começa perdida, afinal eles só aumentam. Tinjo meus cabelos regularmente desde muito cedo. Aos 23 anos eu já tinha os cabelos totalmente grisalhos, hoje, aos 40, boa parte já consiste em mechas totalmente brancas.
Quando engravidei arrumei a desculpa perfeita, foram quase 9 meses sem tinta, mas às vésperas do parto ouvi: Antônio vai nascer, olhar e achar que é a Avó dele. Acreditei naquilo, achei super plausível: "Poxa é verdade, parece descuido. Não quero ser a mãe desleixada na porta da sala de cirurgia" .
Ahhhhh se eu tivesse uma bola de cristal.
De lá pra cá todos as vezes que deixei um raiz aparente ouvi muito isso entre outras atrocidades de gente que não te conhece, mas acha que a opinião dela é ouro em pó. Mal sabem essas pessoas que jogado ao vento tem o mesmo valor que purpurina, porém tem também o mesmo efeito. Gruda na gente, incomoda e só sai depois de muito esforço. As pessoas dão sua opinião vestida de conselho sem pensar no que aquilo tá te provocando. 
Bem, passa tempo, voa tempo e veio a pandemia.
Pouco mais de 1 mês fui comprar a tinta e não encontrei no mercado. Não vou ao centro da cidade, estamos tentando nos preservar ao máximo. Acabei deixando pra lá. E há duas semanas, depois do meu celular ouvir eu falar em cabelos brancos, começou a aparecer pra mim uma ENORME rede de apoio que atua nessa aceitação do grisalho. Eu que há estava empenhada em assumir, encontrei gente muito mais nova que eu não mesma situação. Gente bonita, leve, solta e de bem com a vida.
Vamos tentar. Pela 3a vez. 
Hoje, 5 de Abril de 2021, são 75 dias sem tintura e contando.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

2020 40tena dia 82


Hoje me peguei pensando nas chances que disperdicei não aceitando atalhos. E me senti mal duas vezes.

Perdi a fé que daqui 10 anos vou ter mais do que tenho agora, que no momento tá no negativo... E que burrada ter colocado um filho no mundo se não foi pra melhorar. Olhar pro Antônio esses dias tem sido massacrante. Pois não acredito, hoje, merecer essa alegria que ele emana.

Na porta dos 40 não vejo mais muita oportunidade pra mim e hoje só consigo enxergar o que fiz de errado colocando até o que eu achava certo (e ainda acho) nessa balança.

Neguei umas 4 "oportunidades únicas" que não sei emocionalmente, mas financeiramente me deixariam melhor. E quanto se chega ao ponto de achar que fazer o errado era o certo para seguir em frente e ter sucesso é que o mundo desaba te nivelando ao nada.

Hoje, 08 de Junho de 2020, sinto com pezar que pensar no coletivo, na ética, no justo destrói qualquer chance de ser melhor, só mostra o quão despreparada estou para viver.

O quanto vale a pena continuar batendo em uma madeira sem prego???? 

domingo, 10 de maio de 2020

Mãe, isolamento e brigadeiro.


Dia 54 e contando.
Do fundo do meu eu todinho: como eu esperei esse 10 de Maio.
Mas esperar muito nem sempre é bom. Expectativa é o ópio da saúde mental.
Aguardava muito aquela primeira festa da escola, com crianças chorando, outras dançando, outras paradas olhando as pessoas com curiosidade e receber aquele cartão com uma flor de papel feita com a mãozinha de tinta escrito "Você é a melhor mãe do mundo." E mesmo sabendo que Antônio não entenderia bulhufas do que estaria se passando eu ia guardar esse pedacinho de papel até meu último dia por aqui, por que  é isso que mães fazem. E lembram, eu sou a Vovó Geller.
Seria meu primeiro presente de dia das mães.
Depois, no domingo, iríamos almoçar com minha mãe e enfim fechar o dia com um café da tarde na casa da minha avó com as crianças correndo pelo quintal, gritando, brigando, se amando, chorando e gargalhando quase que tudo ao mesmo tempo.
Não deu.
Não tive minha primeira festinha besta de escola, nem cartão pra pendurar na geladeira e o domingo se resumiu a uma entrega quase que a distância de uma cesta de chocolates para minha mãe, um almoço simples e rápido em casa mesmo, uma chamada de vídeo com minha avó e um prato de brigadeiro.
Mas eu ganhei da Lívia uma flor roubada de um vasinho.
Feliz dia das mães!
♥️

segunda-feira, 4 de maio de 2020

2020

É Maio, acho, mas não importa.
Vou voltar a escrever.
No decorrer desses anos me casei com o cara do texto aí abaixo, perdi, ganhei, briguei, emagreci, engordei e virei mãe. Voltei a perder ganhar, brigar, emagrecer e engordar.
E chegamos a 2020 com um ar de renovação e vitória que foi engolido, massacrado, arrastado e devastado por um tatu.
Vivemos um isolamento social onde muitas coisas estão acontecendo mesmo sem nada poder acontecer.
Hoje eu respiro o dia todo tentando manter a sanidade. Controlando a crise de Pânico, que como aquele diabinho dos desenhos infantis, está sentada no meu ombro dizendo: abre o portão, sai correndo, vai ... DESMORONA que eu vou te jogar lá de novo.
E é escrevendo que eu sempre consegui lidar com minha depressão, postando ou não os textos, é isso que me alivia, que me liberta, que me faz pesar minha fraqueza que é bem maior que minha força, porém tá enjaulada por que eu quero assim.
Boa noite.
Sejam bem vindos.
De pouco a pouco vou colocar os anos dia, reviver meus sentimentos e colocá-los aqui de forma aleatória.

@gabijaloto

sábado, 6 de dezembro de 2014

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem...

Quando você descobre que será tia (mais uma vez) você fica numa euforia que não tem explicação. É uma vida que vem pra somar. Até o momento éramos pais e irmãos, mas não sei o porque, quando os pais se tornam avós e os irmãos pais e tios parece que nasce realmente uma nova família, se fecha um ciclo.
Alegria sem limite.
Mas hoje eu me toquei de uma coisa. Seria Tia a distância.
Aquela que perde algumas coisas. As mais simples, porém quase sempre as mais importantes.
Não diminui o sentimento de alegria. Mas atrapalha, mesmo que pouco, o sentimento de felicidade plena. Ficou confuso,  ?!
Uma vez, nesse mesmo blog escrevi sobre as primeiras vezes que perdemos dias.
O primeiro dia das mães, dos pais e outras datas que você perde não se recuperam. Não dá pra deixar na nuvem pra ver depois.
A saída é fazer com que esses dias sejam normais. O que te ajuda muito, pois você transfere a importância de um dia comercial para um dia qualquer. Para o dia que você possa estar junto com essas pessoas.
Foi pensando assim que tornei essas datas estritamente comerciais. Ilusão. Grande ilusão... Mais adiante tem os aniversários, nascimentos, formaturas, noivados... Você SEMPRE vai ter a chance de perder pela primeira vez uma data importante.
Porque?!
Talvez por escolha sua. Mesmo você tentando acreditar que não é uma escolha plenamente sua. Mesmo que ela realmente não seja. Não importa.
Pode ser uma conspiração?!
Pode.
Pode ser uma desculpa?!
Olha, quase nunca, mas pode.
Pode ser que estava escrito?!
Opa. Acreditando tudo é possível.
Mas como diria Chico Buarque:
"Consta nos astros, nos signos, nos búzios. Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás. Serás o meu amor, serás a minha paz"
E é isso que quero que o pequeno Pedro, quem ainda não conheço o rostinho, saiba desde sempre. Longe ou perto, todos os dias: "Serás o meu amor, serás a minha paz!".

.::. Ao pé do ouvido - Chico Buarque - .::.



"Se calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz."

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Eu hoje fui ouvir George Harrison e ele fala da vida!

Estar a ponto de completar 33 anos e perceber que ainda está dando os primeiros passos é desesperador.

Pra todo canto que eu olho as pessoas estão a milhões de passos na minha frente e eu fico me perguntando onde foi que eu fiz a curva errada. E falo dos bem mais novos que eu, pois os da minha idade já nem sinto o cheiro deles de tão adiante que estão.

Desempregada, fingindo acreditar em sonhos e até mesmo em mim, com um sorriso na cara que eu deveria ter vergonha de manter.

É... um belo começo de ano.

Quando você se vê numa idade em que todos já realizaram pelo menos o básico e você sequer saiu do lugar fica o pensamento: pra que?!

Vou contar a vocês que a vontade de desistir está muito grande, não sei nem como to conseguindo seguir em frente.

Hoje, minha vida pessoal/amorosa está estável, gostosa. Não tenho o que reclamar, muito pelo contrário, acho que é a ÚNICA coisa que tenho realmente a agradecer, mas até quando vou conseguir que uma coisa não interfira na outra é um segredo.

Todos sabem, tenho um gênio do cão e que piora a cada segundo, por que não tenho paciência pra deixar que ele piore a cada dia.

To perdida, enrolada, confusa! E qualquer coisinha pra mim hoje é motivo de fim de mundo. Choro, perco o ar, tenho enjoo, dor de cabeça, ataca até a sinusite!

Nervos a flor da pele é conversa pra boi dormir... Os meus já se tornaram a pele! Expostos!

Poise. Feliz 2014.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O primeiro ano do resto das nossas vidas

YouPix - São Paulo - 03/07/2012

A exatamente a um ano, mais ou menos nesse mesmo horário, lá pelas 23h e pouquinho quase 00h do dia 04/07/2012 milagrosamente - graças ao toque especial de pessoas que muito nos querem bem - nos encontramos.

E aquele beijo à soleira da porta de um banheiro de um bar tosco e sem coxinhas suficiente para uma mesa de amigos mudou a nossa vida (pelo menos a minha, garanto que sim).

E tudo ficou melhor.

Uma simples tarde sentados no sofá assintindo TLC e tomando coca-cola é um programa tão completo que me parece até que é você quem faz a diferença.

Obrigada por me fazer rir toda vez que te lembro de fechar a porta do guarda roupas quando a deixo aberta. Pela garrafa d'água que vai buscar mesmo depois de ter deitado - mesmo que esteja frio - Pela caminhada na Avenida Paulista calados um ao lado do outro. Pelas massagens nos pés, no ego, na alma, na vida! E por ter me dado metade de uma fatia de bacon frito!

Obrigada pelos "boa sorte", "te admiro", "tenho orgulho", "mas, Gabriela!!!!"... Pelo eu te amo!

Obrigada pelos bons dias, por todas as tardes e por cada boa noite.

Te amo!

"O primeiro ano do resto das nossas vidas, até que sua paciência acabe e tente nos separar, Amém!"

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sonho?!


Essa noite sonhei com minha Madrinha Cida, que já deixou esse mundinho aqui no qual a gente briga para sobreviver.

No sonho, enquanto a Tia Luri coloria as unhas dos meus pés – Essa parte é meio estranha, pois ela não disse uma palavra, apenas ficou ali como se estivesse pintando um quadro de Monet – minha madrinha acariciava minhas mãos e conversava comigo.

Quase em um monólogo, me disse sobre as escolhas da vida, das mudanças que passamos e me pediu para que eu cuidasse de mim em primeiro lugar, em todos os aspectos, pois as coisas sempre acontecem, muitas vezes sem explicações. E enquanto conversávamos quando não estava acariciando minhas mãos segurava uma delas e com a outra mão acariciava meus cabelos.

Seu toque acordou comigo como se ela tivesse acabado de sair do meu lado. Mas o que me intrigou muito foi o seu olhar. Ele até agora esta aqui, olhando pra mim... Fixos, firmes... Aqueles olhos azuis infinitos.

O olhar mais carinhoso do universo, daqueles que você sente o amor de longe.

E fiquei aqui, a tarde toda lembrando dela e da última vez que eu a vi.

Mesmo já com a doença avançada, ela ainda olhava pra todos dessa forma. Na ocasião, sentadas na sala, conversamos muito, rimos e ela estava feliz. Sim, ela estava feliz! Quando me levantei pra ir embora deixei todos a cumprimentarem e fui me despedir por último. Nessa hora ela me olhou com o mesmo olhar, virou pra mim e disse: “Eu te amo muito, você foi um dos maiores presentes que eu podia ter ganhado. Seu Tio se foi e me deixou você de presente.” E pegando firme com as duas mãos no meu rosto terminou: Nunca se esqueça disso!"

Retribui o carinho dizendo pra ela tudo o que eu sentia. Deixando claro que se ali havia alguém de sorte, era eu. Sai. Entrei no carro e desabei em lágrimas... Pareceu minha despedida. E realmente foi, ali, feliz, contente, foi a última vez que a vi e agradeço eternamente por ter tido esse chance de falar pra que ela sempre foi importante.

Meu erro, talvez, é nunca ter dito isso todos os dias. Mas eu tenho a certeza de que ela sabia.

Partiu e deixou muita gente com saudades, porém pessoas de muita sorte por ter o privilégio de ter vivido sob esse olhar.

Obrigada, Madrinha!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Sonhos. Deu crise!



Comemorar 32 anos não é pra ninguém.
Creio que minha crise dos 30 chegou um tanto atrasada. Afinal, estava muito ocupada nos últimos 2 anos.
E mais, meu aniversário vai colidir bravamente com minha TPM. 
Não escrevi um livro,
Não plantei uma árvore,
Não tive um filho,
Não ganhei na mega sena.

Criei asas, assumi boa parte da minha vida.

Não tenho família, o que muitos acreditam ser o grande mérito de sair da casa dos pais.

Por outro lado passei por milhões de perrengues sozinha e de muitos deles me livrei. Os outros ainda convivo com eles. Sem ninguém saber, nem perguntar se eles existem. Morar em São Paulo e “sozinha” faz com que os outros acreditem que você é um super herói isento de problemas.

As vezes o que pesa pra gente como vitória passa pelos outros desapercebido simplesmente porque você resolveu trilhar seu cainho sem depender de alguém, de amor, de um companheiro.

As vezes eu busco reconhecimentos aleatórios das minhas conquistas. Burrice.

Se é difícil sozinha, encontrar alguém disposto a estar do seu lado é pior ainda. As pessoas precisam entender que não só conquistas, Somos problemas, decepções e quase ninguém está disposto a dividir o lado ímpar da moeda.

O “Não ser uma família” ou pior “não ter” as vezes dói de mais ouvir quando você simplesmente lutou tão quanto ou mais do alguém que é/tem.

Acredito que me coloquei auto suficiente para só dar importância ao que se consegue aos “olhos de Deus”. Afinal, uma mulher será sempre só uma mulher sozinha, triste e insignificante. Quer você pense que o mundo evoluiu.

Isso é um desabafo de muitas coisas que estão me chateando no último mês.

De um nó que está em minha garganta e eu sei que será assim pra sempre... Isso sempre vai doer.

Isso é relato que eu estou bem, feliz e realizada. Por mais que não pareça, afinal isso só aparece pra mim.

Isso é um grito de: Olha, eu sou bem mais eu assim! E agora sou muito mais porque acredito ter encontrado alguém pra dividir minhas conquista e não minhas batalhas, pois essas, é muito bom ter alguém pra dividir, mas eu consegui sozinha e isso é importante, pelo menos pra mim.

Essa semana eu fecho mais um ciclo na minha vida.
Está pesando.
Eu sei que agora serão outras mil decisões a serem tomadas e algumas que mudaram minha vida pra sempre.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eu tava aflita de te contar.

Os médicos diziam que ela havia surtado.
"Foi envolta por um desespero e não se pode falar que há volta."
Mesmo com os olhos fechados, parcialmente inconsciente, era capaz de participar dos fatos, ouvir a cada boato dentro daquela pequena sala branca, rosa, azul, esverdeando. um conjunto de cores, formas e sombras que iam e vinham cada vez com menos frequência, mas não paravam de existir.
Em um breve instante eterno, afinal o tempo não lhe era real, viu sua mãe sentada à cabeceira chorando e se esforçando para entender o porque de tal ato desesperado. Seu pai parecia entediado e reclamava das altas contas, não que ali havia falta de amor, mas sim uma alta culpa com taxas mais altas ainda de sentimentos confusos. Ele nunca fora controlador de sentimentos. Seus irmão pareciam não acreditar, em choque. E seu  namorado simplesmente desaparecera dali, como deveria ser.
Ainda entre todas essas sombras e cores alguns 'flashs' a vinham visitar. Cenas do que havia acontecido. Homens, rostos e o desespero de nada poder fazer pra se livrar da crueldade infundada no desejo do prazer a qualquer custo. Talvez o nojo a tenha levado a cometer a brutalidade dos ferimentos.
Médicos, enfermeiras e pacientes sussurravam pelos cantos
"Ter sido violentada a levou a isso!"
"Viu só o desespero dela ao chegar aqui?!"
"Talvez tivesse ate arrependida, mas tarde, foi um ato desesperado."
Alguns apostavam em loucura ou devaneio, afinal conseguira ir sozinha ao hospital.
Mas quem bem a conhece sabe que ela nunca conviveria bem com com isso e que só quis mesmo foi acabar com tudo antes da loucura real.
Começou a sentir saudade e de um choro suave veio um breve despertar. Sentiu uma aperto forte em sua mão e uma voz que queria muito ouvir, uma voz de esperança, mas ela já sabia que não havia volta e num suspiro esforçado falou baixinho:
Meu amor, meu chão, minha segurança, Desculpa! Mãe, pai, amo vocês!
Retribuiu o aperto em sua mão.
Fechou os olhos.
Sentiu um peso em seu peito como se alguém a abraçasse forte.
Uma lágrima correu pelo seu rosto.
Não havia mais luzes, nem sombras, nem vozes. Só o resto de um sentimento de culpa por não poder voltar atrás.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Pequenos contos


Eu nem tive como me despedir.
Esses acontecimentos não geram despedidas.

Ser feliz por quem lhe fez mal.
Qual o sentimento?!

Saber notícias e esboçar um sorriso:
"Ai que bom! Tá tudo certo."
Ou então simplesmente fingir que as pessoas não existem?!

Eu não sei fingir direito.

Não sei olhar pra essas "novidades" e simplesmente não abaixar a cabeça com olhos tristes.
Muito menos fingir que tá tudo normal quanto alguém quer notícias suas e eu simplesmente tenho que dizer: Tá bem!

Eu não sei mentir direito.

Só queria ter sido uma pessoa melhor...
Eu nem tive como me desculpar... A não ser pelo que eu imaginei ter feito!
Eh... Eu me desculpei!
Mas devo ter passado reto numa via sem retorno.

Penso nisso todos os dias.
TODOS
As vezes tenho medo de quem me faz feliz.

"Se eu soubesse o quanto dói a vida essa dor tão doida não doía em mim!"

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Eu tava aflita de te contar.

As sete ela passou pelo portão e foi direto para o seu quarto, fechou a porta, deitou no chão do jeito que estava, não quis ao menos se trocar.
Dormiu.
Acordou cambaleando, pelas tantas já eram quase nove. Foi ao banheiro, tirou a roupa grudada de suor da caminhada, do dia cansativo, do sol do meio dia e relaxou seu corpo no chuveiro quente... morno... esfriando.
Chorou, cantou, mal disse...
Chorou.
Voltou pro seu quarto e vestiu-se. calcinha e uma blusa de pijama.
Deitou e tentou tirar da cabeça as histórias e sensações que lhe atormentavam. Tentou esquecer de tudo aquilo que seu 'in'consiente  teimava em guardar. Tentou, sem êxito, livrar-se de tudo aquilo que estava a sua volta, grudado em sua pele, escorrendo pelos seus olhos, contaminando tudo o que mais existe.
Deitada.
Cansada.
Com os olhos vermelhos.
Já não consegue uma posição.
As horas passam e o despertador vai tocar, ela sabe que vai e que já é muito tarde.
Vira, mexe...
Silêncio!
Pingos!
Na madrugada ela sai pelo portão.
Está frio e abafado ao mesmo tempo, mas nada mais importa, pois ela já não está mais ali.
Pela chuva, com os braços abertos vai se livrando de tudo.
A água passeia pelo seu corpo fazendo com que sua agonia e desespero escorra com ela até seus pés e vá se misturando à enxurrada que desce pelo chão imundo. Imundo como tudo aquilo qe estava grudado em sua pele, esculpido em sua mente, esvaindo em seu suor... Em suas lágrimas.
Corre!
Confusa e sem direção, mas como o alívio da fuga. Uma sensação de êxtase toma conta de sua mente.
Como se pudesse voar, mesmo com os pés no chão.
Gritar, estando no mais profundo silêncio.
Um poder inexplicável sobre si mesma.
Poder... Só poder. Ela parece não perceber os riscos daquela avenida.
De repente uma luz, um barulho e a realidade volta! a luz se apaga!
Escuridão...
São seis horas.
Enfim o despertador.
As oito ela sai pelo portão!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sonho....

E ela sempre falou desse dia.
Branco
Branco é a cor que a maioria das noivas escolhem... Padrão.
E quem disse que o padrão não pode ser mais que perfeito e melhor, ÚNICO.
Ela estava linda (pleonasmo ao falar dela), "montada" de noiva e quando eu vi: Nossa, é a Andréia!

Meus olhos já estão cheios de lágrimas de novo.

Sonho realizado.
Igreja pequena. Só aqueles poucos escolhidos, e tive a honra de ser um deles.
Era ela em tudo... No vestido, nas músicas, nos adereços, nas comidas, nos enfeites. foi o dia dela.
E como eu estava feliz... ESTOU feliz.

Sonhos são alcançáveis!

E dividir isso com as pessoas que realmente se importam é melhor ainda!



Mas uma que entra para o hall das casadas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um assassinato que pareça suicídio.

Quero que sofra
Que chore sem por que
Morra aos poucos sem saber a razão, como eu
E mesmo que peça perdão sucessivamente
Que nunca seja perdoado
Porque mágoas saem do rosto
Não se apagam assim como você quer

Um assassinato que pareça suicídio!

A razão de tudo que acontece
Foi você a causa e o único motivo
Não deu... Não dá valor a quem tem
Por que?
O que te falta eu não sei
Mas já que não consegue ser fiel, prefira a lealdade.
Ser leal é um dom que te faltou.
Sim, o que te falta é lealdade.
Mentiras
Intrigas
Dor
Mágoas
Arrependimento.
O sofrimento é a única coisa que sabe causar?

Um assassinato que pareça suicídio!

Peslas suas costas eu choro
Mal digo
Pergunto
Porquê?

Aos teus olhos eu rio
Esqueço
E me pergunto, pra que?
Era para ser o herói
E heróis morrem e ressurgem
Mas você esqueceu de ressurgir
Ficou "A morte do herói"
Um assassinato que pareceu suicídio!

Mas o amor é um sentimento besta
Inexplicável
Nojento
Cruel.
A gente ama por amar
E eu te amo

Um assassinato que pareça suicídio
Vou tem matar
Dessa vez eu vou conseguir te matar
E a culpa é sua!






Nota: Escrevi esse poema, crônica, texto... há pelo menos uns 07 anos. Naquele dia meu ódio se fez em palavras jogadas e eu fui juntando e escrevendo e o sentimento se transformou em exatamente o que eu queria dizer aos quatro ventos naquela época.
Minha felicidade é que hoje esse Herói ressurgiu.
Não como o herói das histórias, que vem montado em glamour , mas sim como o herói real, dia-a-dia, passo a passo...
E eu ainda o amo!
Cada dia mais!
O admiro e me espelho!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mudança de Planos.



A mania que tenho de traçar uma linha de raciocínio é tão irreal quanto às coisas que aparecem de repente das quais não consigo fugir.


Não sei e nunca soube lidar muito bem com mudanças. Certo que não há como fugir delas, mas eu preciso de um tempo para “aceitar” e me adaptar com tudo.

Pra mim tudo tinha que ser bem simples, como um círculo vicioso.

Nascer, ser dependente, realizar sendo dependente, sair da gaiola, desprender, ser independente para bancar uma dependência caso for a sua escolha.

Está tudo meio complicado, eu sei. É que minha cabeça ta tão cheia de Felicidade; Tristeza; Trabalho; Dinheiro; Metas; Sonhos; Planos; Saudade; “Solidão”; Otimismo; Pessimismo;... MUDANÇA DE PLANOS!

Parece que a qualquer momento vai dar tela azul.

Seria tão simples se eu mesmo não complicasse tanto. Invejo àqueles que sabem esperar, que não sofrem por antecipação, que aguardam e pronto ACONTECEU. Por mais que eu tenha muita duvida da existência de alguém que simplesmente deixa fluir, do tipo: A sorte está lançada.

Se essas pessoas existissem de verdade não teríamos tanto psicólogos, psiquiatras e profissionais do gênero ganhando dinheiro a rodo para escutar problemas e desabar palavras de conforto. Muito menos livros de Auto Ajuda entre os mais vendidos.

Tudo é uma questão de máscara, tem gente que sabe “fingir”.

Acho muito bonito esse argumento otimista do:
"Amemos, façamos, realizemos, pulemos de cabeça, VIVAMOS.

Mas cai na real, quem hoje em dia da cara pro: Seja o que “Deus” quiser. Eu preciso ponderar, não sei você, mas EU preciso.


Insegurança, talvez.



A quem eu quero enganar!?! C
ertamente é insegurança. Nunca me achei auto-suficiente.



A in
segurança faz parte de mim assim como comer até não conseguir respirar.



Nem vejo tanto problema nisso. Sem dúvida um defeito, mas quem não tem. Isso nunca me tirou a vontade de tentar. A insegurança me pondera, me dá tempo pra pensar, propõe caminhos para agir de forma a não me decepcionar de mais. Afinal bem melhor receber muito quando se espera pouco.



Pode ser um pensamento negativo, mas ao meu ver é mais realista! 



Essa é a minha forma de pensar. Não que não tenha ambições. Isso não vem ao caso. Todo mundo tem, mas cada um as trata de forma diferente.



Nem sei o porquê estou me justificando tanto. Nem sei se esse texto está fazendo algum sentido, não sei se está seguindo uma linha de pensamento, pois nem me lembro no que eu estava pensando quando comecei a escrever, apenas foi fluindo.



Fluindo.



Mudança de planos!











Ao Pé do ouvido # Soldier of Love – Pearl Jam


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Chegou minha vez na fila da montanha russa…


E nem sempre é totalmente prazeroso. Ainda mais quando o único lugar que te sobra é aquele, bem na frente.
Ali... Onde você sente a queda na alma.
Alma!!! (?)

Altos e baixos são comuns na vida de qualquer pessoa. Penso assim para não parecer piedosa comigo mesmo. Dificilmente sinto pena de alguém e de mim é praticamente impossível.

Aquele lance de: O que acontece com a gente é fruto das escolhas que fazemos, é outra coisa que sempre levo comigo, mas as vezes é tão difícil achar onde foi que eu perdi a linha.

To num momento muito particular da minha vida.
Particular em coisas boas...
Em mudanças bruscas....
Particular do íntimo do meu íntimo.
Particular!!!! (?)

Até onde a gente deve chegar antes de jogar a toalha?!

Eu gosto de pontos de interrogação.

Ao pé do ouvido # Melhor Pra Mim – Leoni

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Preciso De Um Porre

Por que estou feliz
Por que está tudo começando...
Ou por que sempre acredite estar terminando!
Um porre
Por que quero falar
Talvez até chorar
Nunca compreendi a espera!
Beber
Pra poder conversar
Rir
Gritar
“Soltar”
Cantar
Ou mesmo só por beber.

Tanta coisa
Um grau
Pra curar
Sanar
Pra...

Um Porre
Daqueles que é preciso que te levem pra casa.
Ou não!
Mas que leve minha insegurança
Daqueles que faça tomar coragem
Arrumar um jeito
Me “livrar”.

Um porre
Que coloque “os pontos e pingos”
Um porre
Que traga outras coisas
Ou apenas uma
O PORRE
Que me leve a um “porre” ainda maior

Depois quero uma Coca-Cola
Pra devolver a ”lucidez”
Mostrar que tudo não passa de um pretexto pra
Soltar
Gritar
Falar
Chorar
Amar
Sanar
Curar
Por que estou FELIZ!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

SOS Seu Galvão...



Sou eu que vou seguir você desde o primeiro rabisco até o Be-A-Bá...

E assim foi que começou aquela apresentação do Dia dos Pais.
Idade?! Não me lembro. Mas lembro que o presente que dei a ele foi uma gravata de papel feita em dobradura. Creio que só quem é pai mesmo sabe dar valor a esses presentes.

Hoje a gravata de papel deu lugar a uma ligação bem humorada e cheia de surpresas, onde nos falamos de 3 a 5 minutos. Desligo e vou tomar um capuchino, feito por ele... Pensar na vida, rir das suas questões e quem sabe até mesmo soltar algumas lágrimas perdidas e acumuladas pela distancia.

Não é preciso dizer “eu te amo” muito menos expressar com palavras a saudade, pois tudo isso está presente na voz muita vezes abafada e nos risos nervosos.

Depois que voltamos a  nos abraçar, naquele dia na rodoviária, que quando eu desfeita por uma ‘amor’ imaturo entendi a importância desse gesto, a distancia hoje machuca bem mais que antes em dias como estes.

Sua segurança me deu força, seu desabafo me abriu os olhos e as palavras “Você é uma peça importante...” me fiz rir dos meus problemas particulares. E agora, naquelas noites em que chego em casa e penso “foi tudo em vão” relembro de cada olhar que trocou comigo e a vida volta a fazer um pouco mais de sentido.

Sou eu que vou ser seu amigo e te dar abrigo se você quiser,
Quando surgirem seus primeiros traços de mulher a vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar  meu papel

Ao pé do ouvido # O Caderno – Chico Buarque