“Sou eu que vou seguir você desde o primeiro rabisco até o
Be-A-Bá...”
E assim foi que começou aquela apresentação do Dia dos Pais.
Idade?! Não me lembro. Mas lembro que o presente que dei a
ele foi uma gravata de papel feita em dobradura. Creio que só quem é pai mesmo
sabe dar valor a esses presentes.
Hoje a gravata de papel deu lugar a uma ligação bem humorada
e cheia de surpresas, onde nos falamos de 3 a 5 minutos. Desligo e vou tomar
um capuchino, feito por ele... Pensar na vida, rir das suas questões e quem sabe
até mesmo soltar algumas lágrimas perdidas e acumuladas pela distancia.
Não é preciso dizer “eu te amo” muito menos expressar com
palavras a saudade, pois tudo isso está presente na voz muita vezes abafada e
nos risos nervosos.
Depois que voltamos a
nos abraçar, naquele dia na rodoviária, que quando eu desfeita por uma
‘amor’ imaturo entendi a importância desse gesto, a distancia hoje machuca bem mais
que antes em dias como estes.
Sua segurança me deu força, seu desabafo me abriu os olhos e
as palavras “Você é uma peça importante...” me fiz rir dos meus problemas
particulares. E agora, naquelas noites em que chego em casa e penso “foi tudo
em vão” relembro de cada olhar que trocou comigo e a vida volta a fazer um
pouco mais de sentido.
“Sou eu que vou ser seu amigo e te dar abrigo se você
quiser,
Quando surgirem seus primeiros traços de mulher a vida se
abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar
meu papel”
Ao pé do ouvido # O Caderno – Chico Buarque

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