quinta-feira, 16 de agosto de 2012

SOS Seu Galvão...



Sou eu que vou seguir você desde o primeiro rabisco até o Be-A-Bá...

E assim foi que começou aquela apresentação do Dia dos Pais.
Idade?! Não me lembro. Mas lembro que o presente que dei a ele foi uma gravata de papel feita em dobradura. Creio que só quem é pai mesmo sabe dar valor a esses presentes.

Hoje a gravata de papel deu lugar a uma ligação bem humorada e cheia de surpresas, onde nos falamos de 3 a 5 minutos. Desligo e vou tomar um capuchino, feito por ele... Pensar na vida, rir das suas questões e quem sabe até mesmo soltar algumas lágrimas perdidas e acumuladas pela distancia.

Não é preciso dizer “eu te amo” muito menos expressar com palavras a saudade, pois tudo isso está presente na voz muita vezes abafada e nos risos nervosos.

Depois que voltamos a  nos abraçar, naquele dia na rodoviária, que quando eu desfeita por uma ‘amor’ imaturo entendi a importância desse gesto, a distancia hoje machuca bem mais que antes em dias como estes.

Sua segurança me deu força, seu desabafo me abriu os olhos e as palavras “Você é uma peça importante...” me fiz rir dos meus problemas particulares. E agora, naquelas noites em que chego em casa e penso “foi tudo em vão” relembro de cada olhar que trocou comigo e a vida volta a fazer um pouco mais de sentido.

Sou eu que vou ser seu amigo e te dar abrigo se você quiser,
Quando surgirem seus primeiros traços de mulher a vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar  meu papel

Ao pé do ouvido # O Caderno – Chico Buarque

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