quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sonho?!


Essa noite sonhei com minha Madrinha Cida, que já deixou esse mundinho aqui no qual a gente briga para sobreviver.

No sonho, enquanto a Tia Luri coloria as unhas dos meus pés – Essa parte é meio estranha, pois ela não disse uma palavra, apenas ficou ali como se estivesse pintando um quadro de Monet – minha madrinha acariciava minhas mãos e conversava comigo.

Quase em um monólogo, me disse sobre as escolhas da vida, das mudanças que passamos e me pediu para que eu cuidasse de mim em primeiro lugar, em todos os aspectos, pois as coisas sempre acontecem, muitas vezes sem explicações. E enquanto conversávamos quando não estava acariciando minhas mãos segurava uma delas e com a outra mão acariciava meus cabelos.

Seu toque acordou comigo como se ela tivesse acabado de sair do meu lado. Mas o que me intrigou muito foi o seu olhar. Ele até agora esta aqui, olhando pra mim... Fixos, firmes... Aqueles olhos azuis infinitos.

O olhar mais carinhoso do universo, daqueles que você sente o amor de longe.

E fiquei aqui, a tarde toda lembrando dela e da última vez que eu a vi.

Mesmo já com a doença avançada, ela ainda olhava pra todos dessa forma. Na ocasião, sentadas na sala, conversamos muito, rimos e ela estava feliz. Sim, ela estava feliz! Quando me levantei pra ir embora deixei todos a cumprimentarem e fui me despedir por último. Nessa hora ela me olhou com o mesmo olhar, virou pra mim e disse: “Eu te amo muito, você foi um dos maiores presentes que eu podia ter ganhado. Seu Tio se foi e me deixou você de presente.” E pegando firme com as duas mãos no meu rosto terminou: Nunca se esqueça disso!"

Retribui o carinho dizendo pra ela tudo o que eu sentia. Deixando claro que se ali havia alguém de sorte, era eu. Sai. Entrei no carro e desabei em lágrimas... Pareceu minha despedida. E realmente foi, ali, feliz, contente, foi a última vez que a vi e agradeço eternamente por ter tido esse chance de falar pra que ela sempre foi importante.

Meu erro, talvez, é nunca ter dito isso todos os dias. Mas eu tenho a certeza de que ela sabia.

Partiu e deixou muita gente com saudades, porém pessoas de muita sorte por ter o privilégio de ter vivido sob esse olhar.

Obrigada, Madrinha!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Sonhos. Deu crise!



Comemorar 32 anos não é pra ninguém.
Creio que minha crise dos 30 chegou um tanto atrasada. Afinal, estava muito ocupada nos últimos 2 anos.
E mais, meu aniversário vai colidir bravamente com minha TPM. 
Não escrevi um livro,
Não plantei uma árvore,
Não tive um filho,
Não ganhei na mega sena.

Criei asas, assumi boa parte da minha vida.

Não tenho família, o que muitos acreditam ser o grande mérito de sair da casa dos pais.

Por outro lado passei por milhões de perrengues sozinha e de muitos deles me livrei. Os outros ainda convivo com eles. Sem ninguém saber, nem perguntar se eles existem. Morar em São Paulo e “sozinha” faz com que os outros acreditem que você é um super herói isento de problemas.

As vezes o que pesa pra gente como vitória passa pelos outros desapercebido simplesmente porque você resolveu trilhar seu cainho sem depender de alguém, de amor, de um companheiro.

As vezes eu busco reconhecimentos aleatórios das minhas conquistas. Burrice.

Se é difícil sozinha, encontrar alguém disposto a estar do seu lado é pior ainda. As pessoas precisam entender que não só conquistas, Somos problemas, decepções e quase ninguém está disposto a dividir o lado ímpar da moeda.

O “Não ser uma família” ou pior “não ter” as vezes dói de mais ouvir quando você simplesmente lutou tão quanto ou mais do alguém que é/tem.

Acredito que me coloquei auto suficiente para só dar importância ao que se consegue aos “olhos de Deus”. Afinal, uma mulher será sempre só uma mulher sozinha, triste e insignificante. Quer você pense que o mundo evoluiu.

Isso é um desabafo de muitas coisas que estão me chateando no último mês.

De um nó que está em minha garganta e eu sei que será assim pra sempre... Isso sempre vai doer.

Isso é relato que eu estou bem, feliz e realizada. Por mais que não pareça, afinal isso só aparece pra mim.

Isso é um grito de: Olha, eu sou bem mais eu assim! E agora sou muito mais porque acredito ter encontrado alguém pra dividir minhas conquista e não minhas batalhas, pois essas, é muito bom ter alguém pra dividir, mas eu consegui sozinha e isso é importante, pelo menos pra mim.

Essa semana eu fecho mais um ciclo na minha vida.
Está pesando.
Eu sei que agora serão outras mil decisões a serem tomadas e algumas que mudaram minha vida pra sempre.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eu tava aflita de te contar.

Os médicos diziam que ela havia surtado.
"Foi envolta por um desespero e não se pode falar que há volta."
Mesmo com os olhos fechados, parcialmente inconsciente, era capaz de participar dos fatos, ouvir a cada boato dentro daquela pequena sala branca, rosa, azul, esverdeando. um conjunto de cores, formas e sombras que iam e vinham cada vez com menos frequência, mas não paravam de existir.
Em um breve instante eterno, afinal o tempo não lhe era real, viu sua mãe sentada à cabeceira chorando e se esforçando para entender o porque de tal ato desesperado. Seu pai parecia entediado e reclamava das altas contas, não que ali havia falta de amor, mas sim uma alta culpa com taxas mais altas ainda de sentimentos confusos. Ele nunca fora controlador de sentimentos. Seus irmão pareciam não acreditar, em choque. E seu  namorado simplesmente desaparecera dali, como deveria ser.
Ainda entre todas essas sombras e cores alguns 'flashs' a vinham visitar. Cenas do que havia acontecido. Homens, rostos e o desespero de nada poder fazer pra se livrar da crueldade infundada no desejo do prazer a qualquer custo. Talvez o nojo a tenha levado a cometer a brutalidade dos ferimentos.
Médicos, enfermeiras e pacientes sussurravam pelos cantos
"Ter sido violentada a levou a isso!"
"Viu só o desespero dela ao chegar aqui?!"
"Talvez tivesse ate arrependida, mas tarde, foi um ato desesperado."
Alguns apostavam em loucura ou devaneio, afinal conseguira ir sozinha ao hospital.
Mas quem bem a conhece sabe que ela nunca conviveria bem com com isso e que só quis mesmo foi acabar com tudo antes da loucura real.
Começou a sentir saudade e de um choro suave veio um breve despertar. Sentiu uma aperto forte em sua mão e uma voz que queria muito ouvir, uma voz de esperança, mas ela já sabia que não havia volta e num suspiro esforçado falou baixinho:
Meu amor, meu chão, minha segurança, Desculpa! Mãe, pai, amo vocês!
Retribuiu o aperto em sua mão.
Fechou os olhos.
Sentiu um peso em seu peito como se alguém a abraçasse forte.
Uma lágrima correu pelo seu rosto.
Não havia mais luzes, nem sombras, nem vozes. Só o resto de um sentimento de culpa por não poder voltar atrás.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Pequenos contos


Eu nem tive como me despedir.
Esses acontecimentos não geram despedidas.

Ser feliz por quem lhe fez mal.
Qual o sentimento?!

Saber notícias e esboçar um sorriso:
"Ai que bom! Tá tudo certo."
Ou então simplesmente fingir que as pessoas não existem?!

Eu não sei fingir direito.

Não sei olhar pra essas "novidades" e simplesmente não abaixar a cabeça com olhos tristes.
Muito menos fingir que tá tudo normal quanto alguém quer notícias suas e eu simplesmente tenho que dizer: Tá bem!

Eu não sei mentir direito.

Só queria ter sido uma pessoa melhor...
Eu nem tive como me desculpar... A não ser pelo que eu imaginei ter feito!
Eh... Eu me desculpei!
Mas devo ter passado reto numa via sem retorno.

Penso nisso todos os dias.
TODOS
As vezes tenho medo de quem me faz feliz.

"Se eu soubesse o quanto dói a vida essa dor tão doida não doía em mim!"

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Eu tava aflita de te contar.

As sete ela passou pelo portão e foi direto para o seu quarto, fechou a porta, deitou no chão do jeito que estava, não quis ao menos se trocar.
Dormiu.
Acordou cambaleando, pelas tantas já eram quase nove. Foi ao banheiro, tirou a roupa grudada de suor da caminhada, do dia cansativo, do sol do meio dia e relaxou seu corpo no chuveiro quente... morno... esfriando.
Chorou, cantou, mal disse...
Chorou.
Voltou pro seu quarto e vestiu-se. calcinha e uma blusa de pijama.
Deitou e tentou tirar da cabeça as histórias e sensações que lhe atormentavam. Tentou esquecer de tudo aquilo que seu 'in'consiente  teimava em guardar. Tentou, sem êxito, livrar-se de tudo aquilo que estava a sua volta, grudado em sua pele, escorrendo pelos seus olhos, contaminando tudo o que mais existe.
Deitada.
Cansada.
Com os olhos vermelhos.
Já não consegue uma posição.
As horas passam e o despertador vai tocar, ela sabe que vai e que já é muito tarde.
Vira, mexe...
Silêncio!
Pingos!
Na madrugada ela sai pelo portão.
Está frio e abafado ao mesmo tempo, mas nada mais importa, pois ela já não está mais ali.
Pela chuva, com os braços abertos vai se livrando de tudo.
A água passeia pelo seu corpo fazendo com que sua agonia e desespero escorra com ela até seus pés e vá se misturando à enxurrada que desce pelo chão imundo. Imundo como tudo aquilo qe estava grudado em sua pele, esculpido em sua mente, esvaindo em seu suor... Em suas lágrimas.
Corre!
Confusa e sem direção, mas como o alívio da fuga. Uma sensação de êxtase toma conta de sua mente.
Como se pudesse voar, mesmo com os pés no chão.
Gritar, estando no mais profundo silêncio.
Um poder inexplicável sobre si mesma.
Poder... Só poder. Ela parece não perceber os riscos daquela avenida.
De repente uma luz, um barulho e a realidade volta! a luz se apaga!
Escuridão...
São seis horas.
Enfim o despertador.
As oito ela sai pelo portão!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sonho....

E ela sempre falou desse dia.
Branco
Branco é a cor que a maioria das noivas escolhem... Padrão.
E quem disse que o padrão não pode ser mais que perfeito e melhor, ÚNICO.
Ela estava linda (pleonasmo ao falar dela), "montada" de noiva e quando eu vi: Nossa, é a Andréia!

Meus olhos já estão cheios de lágrimas de novo.

Sonho realizado.
Igreja pequena. Só aqueles poucos escolhidos, e tive a honra de ser um deles.
Era ela em tudo... No vestido, nas músicas, nos adereços, nas comidas, nos enfeites. foi o dia dela.
E como eu estava feliz... ESTOU feliz.

Sonhos são alcançáveis!

E dividir isso com as pessoas que realmente se importam é melhor ainda!



Mas uma que entra para o hall das casadas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um assassinato que pareça suicídio.

Quero que sofra
Que chore sem por que
Morra aos poucos sem saber a razão, como eu
E mesmo que peça perdão sucessivamente
Que nunca seja perdoado
Porque mágoas saem do rosto
Não se apagam assim como você quer

Um assassinato que pareça suicídio!

A razão de tudo que acontece
Foi você a causa e o único motivo
Não deu... Não dá valor a quem tem
Por que?
O que te falta eu não sei
Mas já que não consegue ser fiel, prefira a lealdade.
Ser leal é um dom que te faltou.
Sim, o que te falta é lealdade.
Mentiras
Intrigas
Dor
Mágoas
Arrependimento.
O sofrimento é a única coisa que sabe causar?

Um assassinato que pareça suicídio!

Peslas suas costas eu choro
Mal digo
Pergunto
Porquê?

Aos teus olhos eu rio
Esqueço
E me pergunto, pra que?
Era para ser o herói
E heróis morrem e ressurgem
Mas você esqueceu de ressurgir
Ficou "A morte do herói"
Um assassinato que pareceu suicídio!

Mas o amor é um sentimento besta
Inexplicável
Nojento
Cruel.
A gente ama por amar
E eu te amo

Um assassinato que pareça suicídio
Vou tem matar
Dessa vez eu vou conseguir te matar
E a culpa é sua!






Nota: Escrevi esse poema, crônica, texto... há pelo menos uns 07 anos. Naquele dia meu ódio se fez em palavras jogadas e eu fui juntando e escrevendo e o sentimento se transformou em exatamente o que eu queria dizer aos quatro ventos naquela época.
Minha felicidade é que hoje esse Herói ressurgiu.
Não como o herói das histórias, que vem montado em glamour , mas sim como o herói real, dia-a-dia, passo a passo...
E eu ainda o amo!
Cada dia mais!
O admiro e me espelho!